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Sessões Plenárias - Terça-feira 7 de novembro 2017

Quando o Brasil parecia estar saindo da recessão, surgiram novos escândalos, sacudindo a frágil estabilidade e diminuindo a confiança dos investidores. A incerteza e a volatilidade cambial voltaram a ficar em evidência e o custo de financiamento pode aumentar. Mas a situação interna do Brasil não é a única preocupação. O preço das commodities, o risco geopolítico, como o impacto da administração de Trump, o Brexit e o terrorismo, estão criando instabilidade em todo o mundo. O que podemos esperar para o futuro? Para quais principais eventos importantes precisamos nos preparar? Como as moedas se comportam? O Brasil conseguirá aprovar as reformas necessárias para reacender o crescimento econômico?

 Fernando Honorato, Economista-Chefe e Diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco

No meio de uma das piores crises que o Brasil já viu, as empresas estão reduzindo custos, estruturas e vendendo ativos. As arrecadações não ficaram imunes à crise econômica e os dias em atraso têm aumentado. Os projetos são escassos e a liquidez é uma preocupação. O que as empresas estão fazendo para manter os níveis adequados de atividade e que apoio a tesouraria pode oferecer a elas? As tesourarias estão assumindo posições nos mercados para obter lucro? Ou suas atividades são exclusivamente orientadas para apoiar os negócios? Qual papel os bancos podem desempenhar?

 Lívia Cavalcanti, Tesoureira Executiva, Sodexo Benefícios e Incentivos
 Luís Maurício Bressan Freire, Diretor Financeiro, Carrefour Comercio e Indústria
 Marcelo Habibe, CFO, Omega Energia
 Ivo Katz, Diretor, Head of Cash Management Brazil, BNP Paribas

Ter políticas coerentes em todos os mercados e uma execução centralizada aumenta os controles e a eficiência da tesouraria e reduz os custos. Mas, como você lida com requisitos específicos nos países latino-americanos que desafiam os procedimentos corporativos padrão? A padronização de relações bancárias, facilidades de crédito, hedging e gerenciamento de caixa pode ser problemática. Há também considerações filosóficas. Uma empresa de rápido crescimento pode preferir promover o empreendedorismo e permitir que cada país seja administrado como um negócio independente. A centralização poderia prejudicar o crescimento. Para outras que precisam reduzir o financiamento externo e alavancar o dinheiro em caixa, a visibilidade é fundamental. Nesses casos, qual é a melhor forma de coletar dados? Quais são as soluções regionais disponíveis e onde centralizar? Quais questões tributárias devem ser consideradas em cada mercado? A terceirização é uma boa solução? Neste painel, as empresas com diferentes pontos de vista e estratégias compartilham sua experiência na América Latina.

 Claudio Jose de Souza Rosa, Diretor Financeiro Adjunto, Saint-Gobain
 Claudio Taka, Gerente Financeiro & Tesouraria, Grupo Accor
 Raul Conrado Bock, Gerente de Tesouraria Corporativa, thyssenkrupp

A volatilidade deste ano destacou a necessidade de fortes políticas de hedge. O uso especulativo de derivativos por empresas brasileiras durante a crise financeira de 2008 revelou-se perigoso. Para evitar tais riscos, as empresas multinacionais tendem a calcular as exposições localmente, mas fazem hedge de forma central, a partir tesouraria corporativa. Em um nível consolidado, isso funciona bem e as perdas locais são absorvidas nos livros contábeis. No entanto, fazer o hedge no exterior pode afetar a liquidez e os resultados do país. Por esta razão, as tesourarias no Brasil muitas vezes exigem fazer o hedge local. Um painel discute os prós e os contras de ambas as estratégias. Como os escritórios centrais podem manter o controle? Quais são os custos e as implicações tributárias?

 Fernando Lobo, Gerente de Tesouraria para América Latina, BASF
 Roberto Souza, Finance Director - Brazil, Johnson Electric
 Silvia Mello, Gerente Senior de Tesouraria e Seguros, Heineken Brasil
 2:30 PM
Qual é o mecanismo de financiamento mais eficiente para você?  

A avaliação minuciosa das opções de financiamento pode ser um processo excessivamente trabalhoso. No entanto, é essencial para minimizar o risco e o custo do capital. Fazer um financiamento no Brasil pode ajudar a fortalecer as relações bancárias locais e mitigar o risco do câmbio. Empréstimos entre empresas podem ser mais baratos, mas podem ser passíveis de retenção de imposto. Os mercados de capitais são outra opção. Qual é o mecanismo mais eficiente? Esta empresa desenvolveu um simulador que permite a análise das melhores ferramentas de financiamento para cada ocasião. Desde a duração e as condições do empréstimo, o impacto de swaps de moedas diferentes e a regulação de impostos, ela avalia todos os cenários possíveis. Saiba como você também pode otimizar as decisões de financiamento.

 Yosymar Vásquez, Head of Treasury LatAm, AkzoNobel, Brasil
 Pablo Gastaldi, Gerente de Tesouraria para América Latina, AkzoNobel

O mercado de securitização está crescendo no Brasil. Com rendimentos relativamente elevados e algumas isenções fiscais para investidores estrangeiros, os fundos de recebíveis, os chamados Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) tornaram-se cada vez mais atraentes. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) também se mostraram muito populares no setor de agronegócios. A securitização neste e no setor imobiliário oferece benefícios fiscais a certos investidores. Vamos conhecer como estruturar esses fundos, os custos, os benefícios e as implicações fiscais de empresas de diferentes setores. Quais outras opções existem nos mercados de capitais? Quais mudanças são necessárias para ampliar o pool de investidores?

 Fernando Monaro, Gerente de Finanças Estruradas, Syngenta
 Gustavo Ribeiro Bakai, Gerente Financeiro, Ibema
 Leandro Henrique de Pádua, Gerente de Tesouraria, Martins Comércio e Serviços de Distribuição S.A

No atual ambiente competitivo, o capital de giro tornou-se uma métrica essencial. Devido à restrição das condições de crédito, as empresas estão buscando cada vez mais formas de liberar o capital preso em suas contas a receber, bem como em suas posições de dívidas e estoques. O advento de tecnologias inovadoras e novas fontes de financiamento aumentou a discussão sobre as condições de pagamento entre compradores e fornecedores. Isso permite uma maior eficiência financeira e abre oportunidades para incluir fornecedores menores. Embora os benefícios das finanças para a cadeia de suprimentos sejam claros, o número de soluções e fornecedores disponíveis, as partes interessadas envolvidas e as considerações regulatórias tornam a implementação desses programas complexa.

 Gilson Carvalho, CFO, Entrevias S/A
 José Henrique Simões Camargo, Superintendente Departamento de Empréstimos e Financiamentos, Bradesco
Seção 2: Tesouraria Integrada

As tendências do mercado câmbio e as mudanças regulatórias vão remodelar a perspectiva dos bancos em relação aos seus clientes, impactando em como eles são avaliados e precificados. Além disso, o novo código de conduta global e o MiFid II terão consequências não só para os bancos, mas também para tesoureiros em todo o mundo. O primeiro estabelece 7 pilares que todos os participantes do mercado de câmbio terão que seguir, a depender de como os reguladores regionais os adotem. As empresas precisarão ajustar suas políticas e processos de governança para atenderem as novas conformidades. As regras de derivativos do MiFID II não vão apenas se aplicar às instituições financeiras. Estender os restritos requisitos de relatórios comerciais para instrumentos de OTC também terá um efeito sobre as empresas. Nesta sessão, apresentamos tendências de mercado que irão impactar você e como gerenciá-las

 Daniela Souza, Treasury Manager, Norsk Hydro Brasil
 Pedro Morais, Treasury Manager, CSI Leasing Brasil
 Aaron Fairchild, Head of FX Market Development, Global Growth & Operations, Thomson Reuters, Dubai
 Bart Joris, Head of FX Sell-Side trading, Proposition Management, Thomson Reuters, UK
 Luiz Braga, Head of New Business, Thomson Reuters

Quando a Nokia adquiriu a rival Alcatel Lucent por US$ 16,6 bilhões, a tesouraria sabia que não apenas os ganhos, a capitalização do mercado e as oportunidades de crescimento se multiplicariam. Os desafios também. Eliminar a complexidade e os custos das duas estruturas de tesouraria corporativas separadas, ao mesmo tempo em que se gerencia os riscos, mantém a estabilidade e o fluxo de operações, não seria uma tarefa fácil. Alinhar as culturas e os procedimentos operacionais padrão das tesourarias e implementar a fábrica de pagamentos de um in-house bank para as subsidiárias adquiridas foram alguns dos desafios. A tesouraria também supervisionou a consolidação das relações com os bancos e racionalização das contas bancárias, a centralização das garantias bancárias e a emissão de seguros garantia, bem como a consolidação dos programas de finanças para a cadeia de suprimentos. Vamos ouvir a perspectiva e as lições aprendidas do Tesoureiro-chefe da Nokia para América Latina.

 Marcelo Charifker, Tesoureiro Chefe para America Latina, Nokia
 4:20 PM
Implementação de ERP: Gerenciamento da mudança cultural 

Nos negócios para implementar ERPs para seus clientes, esta empresa estava em posição ideal para configurar seu próprio ERP. No entanto, quando confrontada com sua própria implementação, a tecnologia provou ser a menor preocupação, mesmo quando os requisitos locais indicavam a necessidade de uma personalização excessiva. Os ERPs são ferramentas de controle e nem sempre são fáceis de vender. Os gerentes resistiram à falta de flexibilidade da ferramenta e logo ficou claro que a cultura e os processos eram obstáculos. Como você faz com que as pessoas se adaptem às novas tecnologias? Esta empresa investiu fortemente em comunicação envolvendo usuários no processo de decisão. Saiba como alinhar efetivamente a tecnologia com os novos processos necessários e como vendê-la para as pessoas.

 Saulo Cesar Silva, Diretor Financeiro, SONDA Brasil
Sessões Plenárias - Quarta-feira 8 de novembro 2017
 9:00 AM
A turbulência da transição: Um guia de sobrevivência 

Para pessoas, sociedades e empresas, o mundo parece um lugar instável. Certezas políticas e econômicas estão desmoronando; globalização e democracia parecem estar ameaçados; as novas tecnologias estão a minar as noções tradicionais que temos sobre empresa, trabalho e até mesmo governo. Mas estamos mesmo sendo dragados pela conectividade e digitalização? Ou será que voltaremos para uma era de hard power, de estadonação e competição de soma-zero? E em um mundo des-globalizado e protecionista, as empresas precisam reaprender métodos antigos? Nessa sessão, analisamos se o futuro será moldado menos por países do que por conectividade ou se a globalização foi muito longe e se nós estamos entrando em uma era de conflitos de recursos. Como será o Brasil e a América Latina? Embora não possamos prever o futuro, insights sobre as principais tendências do momento atual lhe darão uma pausa para pensar.

 Prof. Marcos Troyjo, Diretor BRICLab, Columbia University, EUA
 9:40 AM
Foco especial em empresas brasileiras que estão se tornando verdadeiras multinacionais 

Dada a volatilidade da economia local, um número crescente de empresas brasileiras está cada vez mais buscando crescimento no exterior. Para ter sucesso, essas empresas enfrentam uma curva de aprendizado extremamente íngreme e precisam construir uma infraestrutura interna e externa sólida para suportar a expansão. Nesta sessão, nossos convidados da tesouraria corporativa vão compartilhar suas histórias de expansão internacional – o bom, o mau e o feio – e vão explicar como foi o planejamento para o crescimento nas seguintes áreas:

• Verificar se a estrutura interna é forte o suficiente para suportar o investimento no crescimento.

• As etapas principais para garantir a estabilidade de financiamento e a disponibilidade do crédito para o crescimento internacional.

• A construção de relações necessárias com os principais bancos locais/regionais. Os seus atuais parceiros bancários estão presentes nos locais onde você quer estar? Os parceiros locais conhecem o seu negócio?

• A aquisição é um dos principais impulsionadores do crescimento internacional. Quem criou a lista de objetivos? A tesouraria está envolvida no programa de F&A?

• E quanto à análise dos concorrentes? A tesouraria pode ajudar?

• Quais são as principais decisões relacionadas com a estrutura da tesouraria?

• Como você garante as melhores estruturas tributárias possíveis para as subsidiárias e fluxos de caixa esperados?

• Você tem as ferramentas para lidar com os requisitos de contabilidade e criação de relatórios multinacionais?

 Alexandre Bittencourt, International Cash Manager, Petrobras
 Caio Moraes, Diretor de Corporate Finance e Relações com Investidores, Iochpe-Maxion S.A.
 Luiz Aguiar, Diretor Financeiro, Stefanini
 Vinicius Bacellar Martinez, Gerente Financeiro, Citrosuco

Em tempos em que as facilidades de crédito e caixa são restritas e você depende do financiamento interno, prever as posições de caixa é fundamental para tomar decisões eficientes de investimento, empréstimos e hedge. No entanto, independentemente de as tesourarias usarem uma bola de cristal, planilhas do Excel ou um software sofisticado, a previsão de fluxo de caixa continua sendo um desafio. Ser muito ambicioso em termos de tempo e escopo muitas vezes dificulta a precisão. É necessário ter diferentes previsões específicas? É importante definir os objetivos e como você coleta e usa as informações. Até que ponto uma previsão deve ser precisa? Naturalmente, as contas a pagar são mais fáceis de prever do que as arrecadações. Quais ferramentas estão disponíveis no mercado para ajudar? Até onde você pode ir?

 Gustavo Gontijo, Tesoureiro para América do Sul, Ford Motors

Na tentativa de recuperar a confiança do investidor estrangeiro, o governo brasileiro recentemente apresentou um pedido formal para se juntar à OCDE como membro permanente, seguindo iniciativas que ocorreram nos últimos anos, incluindo o Acordo de Cooperação assinado pelo Brasil em 2015. No campo tributário, essas iniciativas ganharam força em 2016 e no início de 2017, na medida em que as promulgações de algumas Instruções Normativas visavam abordar aspectos relacionados às Ações 5 da BEPS (diretrizes para a identificação de substância e troca de informações sobre regimes fiscais entre fronteiras), 13 (Relatório país por país) e 14 (procedimentos para resolver disputas relacionadas a tratados), bem como o Padrão Comum de Relatório. Qual poderia ser o impacto para as tesourarias no Brasil?
O tratamento e a interpretação de hedges e a perspectiva de mudanças nas regras fiscais (como a alíquota do imposto IOF) que poderiam afetar o custo do crédito também são motivo de preocupação. Vamos ouvir uma atualização sobre todos os regulamentos fiscais que você precisará levar em consideração para gerenciar a tesouraria de forma mais eficiente.

 Pedro Custodio, Sócio - Tributário, Demarest Advogados
 Flavio Mifano, Partner, Mattos Filho
Seção 1: Novas Tecnologias
 2:00 PM
Alcançando a excelência em in-house banking 

Muitas tesourarias globais procuram alcançar uma maior aplicabilidade de seus in-house banks. Isso geralmente é possível através de uma maior centralização operacional e de sistemas. Esta empresa investiu em uma infraestrutura tecnológica global única e em um centro de serviços compartilhados financeiro único, sendo capaz de alcançar um alto nível de eficiência em suas operações globais de tesouraria. No centro desta iniciativa está o in-house bank da empresa, que há algum tempo tem atuado como a principal entidade corporativa para contratos de empréstimo automáticos entre empresas e câmbio. Mais recentemente, o in-house bank da empresa tornou-se o principal agente de centralização para contas a pagar e contas a receber, fazendo uso da tecnologia bancária para simplificar processos e reduzir custos. Vamos conhecer a experiência deles na América Latina e no Brasil.

 Leonardo Cortes, Corporate Controller, Souza Cruz
 Tatiana Coimbra Castello Branco, Tesoureira Chefe, Souza Cruz

Até recentemente, quando um comprador negociava condições de pagamento com um fornecedor, eles poderiam colocar o contrato na gaveta e esquecê-lo. O banco seria responsável por pagar na data acordada com um desconto. Novas tecnologias significam que pagamentos fixos não são mais necessários. Você pode oferecer aos seus fornecedores pagamento antecipado sob demanda e com os fundos que você escolheu, incluindo os seus. As Fintechs e as seguradoras apareceram em cena, oferecendo diferentes modelos de negócios e proposições de valor para as empresas e seus fornecedores. Isso envolve toda uma mudança de mentalidade. Para qual direção o mercado está indo? Quem será responsável pelo financiamento e como serão os pagamentos no futuro? Saiba o que esperar e como os papéis da tecnologia, instituições financeiras e empresas estão mudando.

 Camilo Telles, CEO & Founder, Antecipa
 Simcha H. Neumark, CEO, Work Capital
 Tomás Lanzillotta, Country Manager, InvoiNet

O blockchain é uma das grandes esperanças das tesourarias e dos seus parceiros bancários. Os livros-razão distribuídos podem mudar a forma como as transações financeiras são registradas, reconciliadas e reportadas com o benefício adicional de uma melhor segurança e custos mais baixos. Uma compensação e liquidação mais eficiente poderia ajudar as tesourarias a melhorar o fluxo de caixa e gerenciamento de risco, bem como o planejamento da liquidez. O Banco Central do Brasil e a Febraban já estão testando como o blockchain poderia ser aplicado no mercado brasileiro. As empresas já estão o adotando? O que é necessário para que o blockchain se torne mais utilizado e como as tesourarias vão se beneficiar? Existem riscos?

 Aristides Andrade Cavalcante Neto, Chefe Adjunto do Departamento de Tecnologia da Informação, Banco Central do Brasil
 Helena Margarido, Blockchain & Cryptocurrencies Evangelista, Investora, Advisor & Sócia na SuM Law
 Patricia Sousa, Gerente de Canais Eletrônicos para America Latina, J.P. Morgan

Os ataques cibernéticos refletem o crescimento da internet e a “comercialização” do crime cibernético tem contribuído para eventos cruéis que comprometem dados, continuidade dos negócios, reputação e dinheiro das empresas. As tesourarias precisam identificar os principais riscos e fraquezas para implementar as medidas de segurança corretas e um plano de resposta a crises. No entanto, o crime cibernético está em constante evolução. Quais são os riscos emergentes e o que a tesouraria pode fazer para proteger os ativos? Quais riscos você deve evitar, manter e controlar e quais você pode transferir?

 Alberto Favero, Diretor de Segurança da Informação e Risco Cibernético, IBM Brasil
 Leonardo Scudere, Diretor Executivo para Américas, Secure System Corp.
 Tatiane Mendonça, Gerente de Tesouraria, Avianca
Seção 2: Tudo sobre Pagamentos
 2:00 PM
Inovações no espaço de pagamentos transfronteiriços  

Os pagamentos entre fronteriras sempre foram problemáticos na América Latina e o processamento direto quase impossível. No entanto, isso está prestes a mudar com novos níveis de velocidade, transparência e rastreamento de ponta a ponta da transações internacionais.  A adoção da ISO 20022, com mensagens e padrões comuns entre instituições financeiras, ajudará a promover a interoperabilidade entre os sistemas de pagamento domésticos. Isso significa maior eficiência na tesouraria e melhor serviço de pagamento em seus bancos. Espera-se ainda que novas soluções como blockchain e bitcoin também contribuam para facilitar os fluxos de pagamento. Como tudo isso funcionará e o que podemos esperar para o futuro?

 Lucio Hellery Holanda Oliveira, Chefe da Consultoria de Regulação do Mercado de Câmbio do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial, Banco Central do Brasil  Thiago Augusto Ramos Cesar, CEO, Bit.One

Em uma época em que o crescimento de uma empresa pode ser altamente dependente da capacidade de fornecer financiamento e prazos maiores aos clientes, os bancos sofrem para fornecer crédito. Esta empresa encontrou uma fonte alternativa, implementando um programa que permite cobrar seus recebíveis e transferir o risco do cliente para terceiros não bancários em uma operação extrapatrimonial. Isso ajuda a empresa a melhorar o capital de giro, ao receber à vista ao mesmo tempo que amplia os prazos para pagamento para os clientes. O que está envolvido na implementação e quais são os custos? Vamos ouvir sua experiência.

 Vinicius Guidotti, Supervisor de Tesouraria, Monsanto do Brasil

O mundo físico e virtual converge entre si: estoque, distribuição e finanças precisam ser integrados. Se o seu cliente quiser fazer compras on-line, retirar na loja, devolver por correio ou todas as opções, devem ser implementados sistemas que permitam isso. Caso contrário, além da experiência do cliente, os fluxos de caixa e a autenticação de identidade serão afetados. Você precisa ser ágil para adotar novas tecnologias, mas fazer mudanças para aceitá-las pode ser um processo longo e caro. Existe alguma maneira barata de testar e implementar novas formas de pagamento? Como você integra os sistemas on-line com os de lojas físicas? Vamos conhecer uma empresa com um gateway que permite conectar a infraestrutura de pagamentos existente com os novos métodos em vez de fazer mudanças em cada um.

 Alexandre Scortecci, Treasury Manager, Decathlon Brasil

Como você integra novos métodos de pagamento ao seu sistema de compras? Os ecossistemas de pagamento local diferem de país para país e poucos clientes têm cartões que permitem que eles façam compras internacionais. Devido à regulamentação e autorizações locais, você tem que aceitar diferentes tipos de cartões e formas de pagamento em países diferentes. Não há oferta geral de pagamento por dispositivos móveis na América Latina ou uma solução de pagamento instantâneo padrão. As tarifas dos cartões, por sua vez, são tão diversas que são quase impossíveis de controlar. Naturalmente, isso está longe de ser o ideal quando você está tentando centralizar e padronizar as cobranças e não há players globais. Quem são os melhores parceiros com maior presença geográfica? Novos provedores de serviços de pagamento estão agora permitindo que comerciantes acessem os compradores latino-americanos locais sem ter que configurar entidades locais. É possível configurar um gateway para centralizar a aquisição de cartões? Aqui temos uma visão do futuro.

  Camilla Aidar Gomes Ferreira, Gerente Comercial, Vindi
  Fernanda Zago, Gerente de Operações, dLocal
  Juan Pablo D'Antiochia, Diretor Geral para América Latina, WorldPay